sábado, 6 de julho de 2013

Oxímetro de pulso



   A saturação esta caindo...quem nunca ouviu isso um eu uma UTI? Agora a pergunta que não quer calar,o que é isso?porque é tão importante?Bom,coloquei aqui um texto que espero que as ajudem a entender um pouquinho....
   Um oxímetro de pulso é um dispositivo médico que mede indiretamente a quantidade de oxigênio no sangue de um paciente. Em geral é anexado a um monitor, para que os enfermeiros, dentistas, médicos, educadores físicos e fisioterapeutas possam ver a oxigenação em relação ao tempo. A maioria dos monitores também mostra a freqüência cardíaca.
   Os fisioterapeutas o utilizam mais especificamente na avaliação e/ou conduta da fisioterapia respiratória para sucesso do desmame da ventilação mecânica, decanulação de traqueostomia (pós-desmame) e acompanhamento clínico-funcional dos demais distúrbios cardio-respiratórios.
   O monitor exibe a porcentagem de hemoglobina arterial na configuração de oxiemoglobina. Taxas normais são da ordem de 95 a 100%. Para um paciente respirando ar ambiente, a uma altitude não longe do nível do mar, pode ser feita uma estimativa da pressão de oxigênio arterial (pO2) a partir da leitura SpO2 (saturação do oxigênio no sangue) do monitor.
   O oxímetro de pulso é particularmente conveniente por ser não invasivo. Tipicamente ele consiste de um par de pequenos diodosemissores de luz frente a fotodiodos, através de uma parte do corpo do paciente translúcida (como a ponta dos dedos ou lóbulo da orelha). Um dos LEDs é vermelho, com comprimento de onda de 660 nm, e o outro infra-vermelho, com 910 nm. A absorção desses comprimentos de onda diferem significativamente entre a oxiemoglobina e sua forma desoxigenada, dessa forma sendo possível determinar a taxa de concentração a partir dessa absorção.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Gravidez de risco e UTI NEOTAL


A hora do nascimento de um filho é motivo de grande alegria para a maioria dos pais. Foram nove meses de espera para conhecer o rostinho do mais novo membro da família. Mas nem sempre é assim. O nascimento prematuro de uma criança é frustrante e angustiante para os pais que tem alta do hospital, mas deixam seus filhos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo).
A cada 100 partos, 10 são prematuros, isto é, ocorrem antes da 37ª semana de gestação. As causas principais de parto prematuro são ruptura da bolsa (40% dos casos), contrações precoces (35%) - normalmente desencadeadas por infecções – e hipertensão (15%).
Mulheres que já tiveram parto prematuro, dois ou mais abortos durante o segundo trimestre da gravidez, apresentam algum problema uterino, como miomas. Mães que abusam do consumo de álcool ou drogas também estão no grupo de risco. Porém, aproximadamente 50% das mulheres que têm parto prematuro não apresentam fatores de risco identificáveis.
Frágil, o bebê já começa a vida com risco de morte. Logo de início, o bebê pode ir para a incubadora, “ganhar” um tubo na boca para respirar e uma sonda também na boca ou no umbigo para se alimentar, além dos sensores para monitorar seus sinais vitais. Antibióticos, medicamentos para amadurecer os pulmões e transfusões sanguíneas não são raros.
O papel dos pais é de estar do lado do seu filho e lutar com ele. Não é fácil ficar dias, às vezes mais de mês, dentro de um hospital vendo o sofrimento do filho. Por isso é tão importante escolher um hospital que tenha bons recursos tecnológicos e humanos. Nunca se sabe o que pode acontecer durante a gestação, mesmo fazendo um bom pré-natal.
E por quê os bebês vão para a UTI neo? - A UTI Neo é um setor que deve atender os recém-nascidos com assistência humanizada e de qualidade, com equipamentos específicos, recursos humanos especializados e serviço médico e de enfermagem 24 horas.
Podem ocorrer diversos problemas na saúde dos bebês prematuros. Quanto menor é a idade gestacional, maior a probabilidade de complicações. Entre as mais freqüentes estão dificuldades respiratórias, hemorragias intracerebrais (dentro do cérebro), infecções que podem ocasionar a morte ou conseqüências no desenvolvimento psico-motor, intelectual e emocional no futuro. Muitos necessitam de tratamento intensivo e internação por longo período.
A incubadora fornece um ambiente onde mantém a temperatura constante, deixando o ambiente neutro e mais tranqüilo possível. E a assistência está cada vez mais humanizada, tentando dar mais qualidade de vida ao bebê associado à sua sobrevivência. Muitos bebês, quando estão com suas funções estáveis, ficam em contato pele a pele com sua mãe que fazem o papel, ainda melhor, da incubadora.
As mamães devem prestar atenção quando o assunto é amamentação. O aleitamento materno de prematuros é mais difícil pela imaturidade e necessidade de hospitalização mais prolongada após o nascimento. Essa separação prejudica a formação do vínculo mãe-filho, fator essencial ao sucesso da amamentação. A mamãe deve se informar sobre as melhores condições de utilizar o leite materno na alimentação do seu filho ou de amamentá-lo. O leite materno é a melhor alimentação do seu bebê.
A alta do bebê da UTI Neo ocorre quando o bebê está estável em suas condições clínicas, com peso acima de 1,7 quilos e seu ganho de peso ser crescente e estar sugando bem. E lembre-se sempre: não há nada mais forte e bonito do que uma mãe ajudando o seu filho a lutar pela vida.
Dicas
Informe-se com o seu médico sobre as condições do hospital que escolher para receber um recém-nascido prematuro.
Não desista nunca da vida do seu bebê. Ele é mais forte do que imagina. Mães que consomem drogas ou ingerem bebidas alcoólicas não têm o mínimo de amor, e respeito, ao filho.
Seu leite é melhor e mais forte do que qualquer outra fórmula de leite. Tente ficar o menos estressada possível durante a internação do seu bebê. Quanto mais o bebê mamar, mas leite a mamãe produzirá.

sábado, 6 de abril de 2013

Almas Perfumadas !!!


                                       


Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente
no balanço de uma rede que dança gostoso
numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente
comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce
da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe
que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente
chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo
com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril,
mas parece manhã de Natal
do tempo em que a gente acordava e encontrava
o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas
que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos
acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha
que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando
um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia
do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe
que a sensualidade é um perfume
que vem de dentro e que a atração
que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra
que no instante em que rimos Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe
como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.

Carlos Drummond de Andrade

Francisco,filho da Bebel !



  •                                                             


    Após vários anos de tentativas e diversos tratamentos assim que completamos 7 anos de casados recebemos o maior presente, em mais uma tentativa de Fertilização in vitro eu estava grávida.
    Com 12 semanas descobrimos a placenta baixa, mas nada demais pois com 20 semans ela subiu, com 22 semanas incisura das artéria uterinas(pressão alta na placenta). Mas como minha pressão tava normal não era de se preocupar!
    Ao repetir a ultrassonografia com 30 semanas foi meu dessespero meu bebê estava com o peso bem abaixo da média; 1.008kg enquanto deveria estar em torno de 1.400kg. Doopler alterado indicando sofrimento fetal... foi aí que entendi o porque da barriga estra tão pequena em relação a outras gestantes de mesmo tempo.O desespero foi total pois tinham planos para aquela gravidez tão esperada!!!
    Fui internada para receber as doses de corticóides para o pulmãozinho dele, e dois dias depois fomos para a sala de parto, minha cabeça estava á mil, pois eram apenas 30 semanas!!!!
    O parto apesar de tudo foi Tranquilo, eu só pensava em no meu bebê, pois os médicos me alertaram os ricos de ter um parto tão prematuro.
    Nos dia 15 de novembro de 2012 ás 11:15 veio ao mundo meu guerreiro Francisco Gabriel pesando 1.085kg e 37 cms, não pude vê lo foi rapidamende entubado, fui vê lo no dia seguinte, ao olhar para aquela incubadora desabei... tão pequeno, tão magro, tão indefeso, implorei á Deus por aquela vidinha alí.
    Foram 45 dias de luta na UTI Neonatal, ele receu alata com 1.960 e 41cms. Hoje agradeço á Deus todo dia por ser a prova viva do milagre da vida!!!!!! Meu Guerreiro com 4 meses e meio e quase 6 kg é um bebê saudável e perfeito.



segunda-feira, 4 de março de 2013

Juntas somos mais fortes !


 Pessoal,devido a oferta de algumas pessoas,estou abrindo uma parte do blog para ajudar a mães que tem dificuldades financeiras e tem seus filhos internados.Sabemos que são muitas,que moram no interior e não tem onde ficar aqui e como se locomover e se alimentar,os hospitais não fornecem nenhum tipo ajuda.Pela lei,elas poderiam recorrer a prefeitura,mas sabemos que isso pode demorar meses e ficar meses longe do filho acaba com uma mãe.....
   Então se você pode ajudar de alguma forma é só entrar em contato comigo através do meu email :daniieleazevedo@hotmail.com e eu irei intermediar a ajuda(apresentando ambas,se necessário)E se alguém precisar de ajuda é só fazer a mesma coisa,entrar em contato comigo.
   Deus abençoe a todas e cuide de cada uma...um grande beeijo Dani

domingo, 3 de março de 2013

A história de Pedro


“  Descobri que estava grávida em Abril de 2012. Não estava nos meus planos ser mãe, mas meu esposo queria muito.
Minha gravidez foi tranquila até o 7º mês, até que inexplicavelmente meu líquido amniótico diminuiu drasticamente, fui internada e fiquei sendo hidratada por 6 dias. Eram 8 frascos de soro fisiológico por dia (ou seja 4 litros de soro) e tinha a obrigação de ingerir 4 litros de água por dia. Mesmo com toda essa hidratação o líquido continuava a diminuir.



   No final do sexto dia de internação não haveria outra escolha, meu Pedro teria que nascer com 32 semanas.
Ao nascer: 1,850kg e 41cm foi encaminhado diretamente a UTI Neo onde recebeu antibióticos para tratar de uma pneumonia, além de ser monitorado com toda aparelhagem.
   Depois de 15 dias de internação na UTI Neo, eu comecei a sentir dores terríveis na perna. Ao ir á urgência, fui diagnosticada com Trombose Venosa Profunda (TVP), e fiquei 8 dias internada até que meu nível de coagulação sanguínea se normalizasse.
Eu e meu pequeno Pedro recebemos alta no mesmo dia e até agora só estamos vendo a Fidelidade de Deus em nossas vidas.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

O que é sofrimento fetal?


O sofrimento fetal é um problema causado pela falta de oxigénio no sangue do bebé, e que pode ocorrer durante ou antes do parto. Usualmente surge durante o parto, e é diagnosticado quando o ritmo cardíaco do bebé se torna instável. Se existir sofrimento fetal antes do parto, então a solução usualmente é o parto, dependendo sempre do estado de maturação do feto.
Muitos bebés têm de nascer através de cesariana, caso falhem o teste da vitalidade fetal. O teste da vitalidade fetal é recomendado a mães que tenham uma gravidez de risco, como diabetes, gravidez intra-uterina, entre outras. O teste envolve analisar o ritmo cardíaco do bebé em junção com a actividade uterina. Este teste é usualmente feito entre a 38º e a 42º semana de gestação, porém pode ser feito mais cedo, no início do 3º trimestre. O teste dará um resultado de reactivo ou de não reactivo. Por vezes é necessário a mãe mexer-se ou comer algo para incentivar o bebé a mover-se e conseguir assim um resultado mais fiável.
O teste para avaliar o sofrimento fetal poderá ser feito: caso sinta que o bebé não se movimenta tão frequentemente como usualmente; caso o parto esteja atrasado, caso exista razão para suspeitar que a placenta não funciona adequadamente ou caso esteja em risco por alguma razão. Se existir alguma suspeita da sua parte, deve contactar o seu médico assistente para lhe fazer um teste de avaliação da vitalidade fetal
Esse teste indicará se o bebé está a receber oxigénio suficiente devido a problemas do cordão umbilical ou da placenta, ou outro tipo de doença fetal.

Sintomas de sofrimento fetal

Se notar a diminuição dos movimentos comuns do feto é importante que saiba que isso pode significar que existe um problema.
Por vezes o decréscimo do movimento fetal surge devido ao bebé deixar de ter tanto espaço livre no útero, mas ter a certeza do porque é que isso aconteceu é sempre importante.
Durante o parto, o bebé é usualmente monitorizado através de um monitor fetal, que por vezes dá sinais que existe um problema, aumentos ou decréscimo do batimento cardíaco do bebé, ou um ritmo cardíaco incerto pode significar que existe um problema.
Quando o sangue do bebé é colhido durante o parto, através de uma amostra do escalpe do bebé, pode revelar se existem sinais bioquímicos de um problema. Dois problemas comuns são a acidose fetal e a acidose lacteal.
O méconio, caso exista no líquido amniótico também é uma preocupação.

Fazer a contagem dos “pontapés do bebé”

Poderá fazer a contagem dos “pontapés do bebé”. Contar os movimentos do bebé é algo fácil, que poderá fazer enquanto faz as suas actividades diárias. Isto significa que, se o bebé não fizer pelo menos 10 movimentos desde a altura da manhã em que você tomou o pequeno-almoço até ao meio da tarde (período de 4 a 6 horas), poderá estar a passar-se algo menos bom com ele. Se o bebé tiver feito 10 movimentos, então isso significa que não terá de contar mais até ao próximo dia. Este tipo de contagem é recomendado em caso de gravidez de risco ou de decrescimento do movimento fetal.
Tente marcar os movimentos fetais durante a altura do dia em que o bebé está mais activo, mas também numa altura em que possa registar os movimentos durante pelo menos 4 horas ou mais, caso isso seja necessário. É também indispensável registar os movimentos sempre a partir da mesma altura do dia. 
Idealmente, antes de iniciar a contagem, deve comer algo como um snack ou refeição, pois a ingestão de comida faz com que o bebé fique mais activo. Em alternativa ou adicionalmente, pode dar um passeio, pois também ajuda o bebé a movimentar-se. Depois de uma visita à casa de banho, deite-se preferencialmente para o seu lado esquerdo ou relaxe no sofá. Certifique-se que tem o relógio em vista e assente as horas em que sente os movimentos do bebé.
Preste atenção a cada movimento do bebé. Registe o número de minutos que dura o movimento e a hora em que foram feitos. Logo que o bebé fizer 10 movimentos, não é necessário contar mais.
Caso o bebé não tenha feito os 10 movimentos, deverá contactar o seu médico para ele fazer um teste que avalie se existe sofrimento fetal, verificando o ritmo cardíaco fetal e a actividade uterina. O que por vezes acontece é que algumas mães habituam-se aos movimentos do bebé e ficam sem os sentir durante algum tempo, estando o bebé perfeitamente bem.

Sofrimento fetal e as formas médicas de o detectar

  • Diminuição dos movimentos fetais (relevante apenas a partir das 35 semanas);
  • Diminuição da resposta fetal a estímulos como o som ou vibração;
  • Alterações do perfil biofísico (frequência cardíaca do feto em resposta aos seus próprios movimentos) e da circulação do sangue na placenta e no feto. Estas alterações podem ser verificadas através de uma ecografia.
  • Insuficiência na oxigenação cerebral devido ao seu posicionamento, problemas na placenta  ou compressão do cordão umbilical, como a circular cervical (cordão umbilical enrolado no pescoço). A partir do 7º mês de gravidez, em casos de gravidez de risco, faz-se uma cardiotocografia (registo simultâneo da frequência cardíaca fetal e das contracções uterinas). Este exame/ registo pode indicar se o feto está a sofrer destes problemas.  
  • Asfixia do bebé. Durante o trabalho de parto é possível verificar se existe asfixia do bebé através de uma colheita de sangue da pele da cabeça do bebé, que testa se existe uma diminuição pH do escalpe fetal.
  • Líquido amniótico com mecónio. O líquido deve ser claro podendo ser quase sem cor. Caso seja verde ou castanho-escuro (contendo mecónio) isto indica que o feto está com problemas. Porém, só é possível detectar depois da ruptura da bolsa de águas.
Um bom estado de oxigenação, e um comportamento normal do bebé em gestação são aparentemente bons indicadores. Porém, nem sempre os bons resultados de um exame dão origem a um bebé saudável, podendo existir complicações difíceis de detectar destas formas tais como o prolapso de cordão, descolagem da placenta ou a morta súbita fetal.

Alcione...mãe da Lavínia

  




 Ola a todos,meu nome e Alcione tenho 22 anos,a minha história é de muita luta.Sempre tive o desejo de ser mãe, aos 19 anos tive um aborto que me abalou muito,mais DEUS foi muito generoso comigo e passado alguns anos la estava eu me preparando para casar e na ultima semana dos finalmente descobrir que estava gravida,gritei,pulei,liguei pra quase todos os números da minha agenda,notícia mara,estava tudo bem casei,e estava acompanhando direitinho ate 24 semanas de gestação estava muito bem foi quando comecei a ter contração fiquei internada aki na minha cidade, médicos fizeram o ultrassom e me disseram que era uma menina mais que ela estava correndo risco de vida pois estava com apenas 375 gramassssssss me desesperei, então ganhei alta e fui pra casa.
   Na semana seguinte tinha medico,chegando la ela mesma viu que não estava nada bem e me disse que era pra ir para bh onde teria mais recursos,arrumei as malas porque como ela mesma disse faça as malas  porque a volta não tem data.Na manha seguinte levantei as 05:00  e fui meu pai e meu esposo estavam comigo, obvio  ne fui internada do dia 2/10/12,a equipe do alto risco me deram a medicação e me disseram a qualquer momento ela vai querer sair e nos vamos fazer o que tiver ao meu alcance pra salva-la nossa ali estava eu querendo salvar minha LAVÍNIA mais sem nada podia eu fazer .
foi no dia 10/10/12  minha tia estava de acompanhante comigo passei o dia todo bem quando as 17:24 começaram as contrações mais fortes e minha filha não estava mexendo foi quando chamamos a enfermeira  e ela achou melhor o medico,o dr. chegou me examinou e disse: vamos fazer seu parto agora.Meu DEUS sera que ela vai ta bem infelizmente passa muita coisa ruim na mente da gente mais o meu SENHOR aquele que sirvo com amor e dedicação me acalmou,eu só pensava em DEUS pedia a ele pra me dar minha filha com vida e saúde.
   Então descemos para o bloco,logico fiz minhas orações e conversei com ela 'filha estou torcendo por vc vem me fazer feliz',Os procedimentos foram tomados,minha tia estava ali comigo,pois meu esposo estava a caminho,o parto foi tudo bem só que lala nasceu com 655 gramas 23 centímetros nossa ela cabia na palma da mão,ela foi pra uti,depois do parto meu marido chegou eu subi pro quarto,meu esposo foi ver ela.
No dia seguinte eu fui ve-la e me desesperei tava toda entubada,cheia de aparelhos era muito triste,e eu chorava muito,parecia que meu sonho de ser mãe estava ao fim, então lembrei que se DEUS deu a oportunidade dela estar viva era um sinal pra mim ter fé,confiança e esperança que tudo aquilo ia passar.Putz chegou o dia da minha alta tive que vir pra minha cidade deixando parte de mim la, mães isso doí muito.
No dia seguinte liguei pra la e me disseram  que ela tinha piorado me arrumei e fui cheguei la ela estava com uma infecção no intestino foi horrível fiz a visita e vim embora triste,magoada comigo mesma,e pensando se no dia seguinte ela estaria ali. Então conversei com meu esposo e entramos em um acordo que não íamos ligar mais,e assim foi no dia seguinte ela estava melhor e foi se recuperando fiz muita amizades conversei com outras mães e vi que eu não estava sozinha,tinha dia que a noticia era boa outro dia era ruim então ela foi saindo do tubo,do cpap,do cateter e assim foi foram 74 dias de luta me orgulho dela tenho fotos dela desde começo e falo para todos as mães de uti fica firme passe toda segurança e tenha muita esperança acredite em DEUS pois te digo os médicos e todos os cuidados das técnicas foram bons mais antes disso tudo DEUS disse AMEM,Hoje minha filha ta com 3 meses 24 dias com 3 kilos e algumas gramas kkkk gramas como fazem a diferença,quando levo ela no medico já não to aguentando mais o peso kkk sem contar que ja faz birra que tudo na hora dela,ela merece pois aqui na minha casa tem uma vitoriosa.





domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mãe também deve se cuidar enquanto o bebê estiver na UTI Neonatal




A chegada de um filho é, geralmente, um momento de alegria, carregado de emoções e expectativas, tanto por parte dos pais como de familiares e amigos. Mas nem sempre tudo acontece conforme o esperado. Complicações podem ocorrer durante a gestação ou após o nascimento, o que pode ocasionar o nascimento prematuro ou ao diagnóstico de problemas de saúde no bebê. Nestas situações é comum que o bebê seja levado a UTI Neonatal. 
Este não é um assunto muito abordado quando se trata de temas relacionados à gestação, até porque o casal está a espera de um bebê saudável, e a possibilidade de risco tanto para a mãe, quanto para o bebê causa grande desconforto e angústia.

Algumas mulheres apresentam complicações durante a gestação (bolsa rota, caracterizada pela perda de líquido amniótico, pressão arterial alta, infecções,diabetes gestacional, entre outras) e necessitam de cuidados especiais. Há situações em que a mulher permanece em repouso (em casa ou no hospital) por grande parte da gestação. Em alguns destes casos, os médicos costumam alertar que poderá ocorrer um nascimento prematuro e, a partir deste momento, a mãe, bem como pai e familiares, passam a considerar a possibilidade de que, ao nascer, o bebê vá para a UTI Neonatal. 

Durante o período que estive em contato com mães de bebês internados na UTI Neonatal, percebi que rapidamente elas buscam entender o quadro de saúde do bebê, o que cada som dos aparelhos significa, as medicações, os exames... tentam adaptar suas rotinas a este novo momento e participar dos cuidados com o bebê dentro do que lhes é possível. Estas ações contribuem para diminuir a ansiedade, pois os pais entendem um pouco melhor o que está sendo feito nos cuidados com seu filho e podem sentir-se mais seguros.
 Há também situações em que nenhum problema de saúde na mãe ou no desenvolvimento do bebê é identificado durante a gestação, e somente após o nascimento é que se vê a necessidade de encaminhá-lo para os cuidados intensivos. São bebês que apresentam desconforto respiratório, outros nascem com a saúde bastante fragilizada, ou, ainda, nascem com baixo peso (o que é frequente em gestações múltiplas). Nestes casos, estes cuidados especiais são de extrema importância para os bebês.

Sem dúvida é uma situação de muita angústia e estresse para os pais. Há a frustração de não poder levar seu bebê para casa e a preocupação com o que está por vir. Nos primeiros dias, tudo parece muito difícil: a volta para casa, a ansiedade dos familiares para saber notícias do bebê, as dúvidas e medos do casal. Aqui, a informação é uma grande aliada. Conversar com os médicos e saber a real condição do bebê contribui para que os pais sintam-se mais seguros nesta fase.

Rotina da UTI neonatal 

O dia-a-dia de mães e pais na UTI Neo é bastante cansativo. Alguns ficam por poucos dias, mas outros permanecem meses. É um ambiente diferente, com aparelhos que monitoram os bebês, que emitem sons desconhecidos e pessoas que até então não faziam parte de suas vidas. 

Dependendo do quadro de saúde do bebê, quando estão com suas funções estáveis, eles podem ser tocados pelos pais a partir de uma abertura que há na incubadora. Os pais podem conversar com ele e, em alguns casos, banhar, amamentar e permanecer com o bebê pele-a-pele. Este é um momento de extrema importância para a recuperação do bebê e para o fortalecimento do vínculo da dupla.

Mesmo diante de toda dificuldade, desgaste emocional e físico de ter um filho em uma UTI Neonatal, é possível se beneficiar deste período. Normalmente, há na UTI Neo enfermeiras(os) muito bem preparadas(os) e que podem ajudar as mães nos primeiros cuidados com o bebê, quando ele já pode ser manipulado pela mãe. Ela pode aproveitar o conhecimento dos profissionais tirando suas dúvidas e pedindo auxilio quando necessário.  
Um ponto que faço questão de destacar é que a mãe não se esqueça de si. Sua presença na UTI Neo junto a seu filho é muito importante, mas é bastante positivo quando ela consegue ir para casa descansar, dormir bem e se alimentar para que possa no dia seguinte dar conta da demanda emocional e física que a espera.

Há situações em que a mãe não pode ficar o dia inteiro na UTI - porque tem outros filhos pequenos, mora longe ou está muito cansada. É importante que essa mãe consiga respeitar seus limites, se permitir descansar, que tenha em mente que seu filho está no local adequado para sua recuperação naquele momento e que é indispensável que ela também possa se cuidar. 

Gravidez de risco e UTI Neonatal


A hora do nascimento de um filho é motivo de grande alegria para a maioria dos pais. Foram nove meses de espera para conhecer o rostinho do mais novo membro da família. Mas nem sempre é assim. O nascimento prematuro de uma criança é frustrante e angustiante para os pais que tem alta do hospital, mas deixam seus filhos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo).

A cada 100 partos, 10 são prematuros, isto é, ocorrem antes da 37ª semana de gestação. As causas principais de parto prematuro são ruptura da bolsa (40% dos casos), contrações precoces (35%) - normalmente desencadeadas por infecções – e hipertensão (15%).
Mulheres que já tiveram parto prematuro, dois ou mais abortos durante o segundo trimestre da gravidez, apresentam algum problema uterino, como miomas. Mães que abusam do consumo de álcool ou drogas também estão no grupo de risco. Porém, aproximadamente 50% das mulheres que têm parto prematuro não apresentam fatores de risco identificáveis.
Frágil, o bebê já começa a vida com risco de morte. Logo de início, o bebê pode ir para a incubadora, “ganhar” um tubo na boca para respirar e uma sonda também na boca ou no umbigo para se alimentar, além dos sensores para monitorar seus sinais vitais. Antibióticos, medicamentos para amadurecer os pulmões e transfusões sanguíneas não são raros.
O papel dos pais é de estar do lado do seu filho e lutar com ele. Não é fácil ficar dias, às vezes mais de mês, dentro de um hospital vendo o sofrimento do filho. Por isso é tão importante escolher um hospital que tenha bons recursos tecnológicos e humanos. Nunca se sabe o que pode acontecer durante a gestação, mesmo fazendo um bom pré-natal.
E por quê os bebês vão para a UTI neo? - A UTI Neo é um setor que deve atender os recém-nascidos com assistência humanizada e de qualidade, com equipamentos específicos, recursos humanos especializados e serviço médico e de enfermagem 24 horas.
Podem ocorrer diversos problemas na saúde dos bebês prematuros. Quanto menor é a idade gestacional, maior a probabilidade de complicações. Entre as mais freqüentes estão dificuldades respiratórias, hemorragias intracerebrais (dentro do cérebro), infecções que podem ocasionar a morte ou conseqüências no desenvolvimento psico-motor, intelectual e emocional no futuro. Muitos necessitam de tratamento intensivo e internação por longo período.
A incubadora fornece um ambiente onde mantém a temperatura constante, deixando o ambiente neutro e mais tranqüilo possível. E a assistência está cada vez mais humanizada, tentando dar mais qualidade de vida ao bebê associado à sua sobrevivência. Muitos bebês, quando estão com suas funções estáveis, ficam em contato pele a pele com sua mãe que fazem o papel, ainda melhor, da incubadora.
As mamães devem prestar atenção quando o assunto é amamentação. O aleitamento materno de prematuros é mais difícil pela imaturidade e necessidade de hospitalização mais prolongada após o nascimento. Essa separação prejudica a formação do vínculo mãe-filho, fator essencial ao sucesso da amamentação. A mamãe deve se informar sobre as melhores condições de utilizar o leite materno na alimentação do seu filho ou de amamentá-lo. O leite materno é a melhor alimentação do seu bebê.
A alta do bebê da UTI Neo ocorre quando o bebê está estável em suas condições clínicas, com peso acima de 1,7 quilos e seu ganho de peso ser crescente e estar sugando bem. E lembre-se sempre: não há nada mais forte e bonito do que uma mãe ajudando o seu filho a lutar pela vida.
Dicas
Informe-se com o seu médico sobre as condições do hospital que escolher para receber um recém-nascido prematuro.
Não desista nunca da vida do seu bebê. Ele é mais forte do que imagina. Mães que consomem drogas ou ingerem bebidas alcoólicas não têm o mínimo de amor, e respeito, ao filho.
Seu leite é melhor e mais forte do que qualquer outra fórmula de leite. Tente ficar o menos estressada possível durante a internação do seu bebê. Quanto mais o bebê mamar, mas leite a mamãe produzirá.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mãe da Clarice !


"É incrível o que as pessoas fazem por amor, mas o mais surpreendente é que o amor faz com as pessoas." __ Agostino Degas
Hoje sei que nada é impossível, basta ter fé e amor, muito amor!
Nossa historia começou desde que a Clarice era aquele pedacinho de gente, do tamanho de um grão de feijão, que a gente ama mais que tudo no mundo. Afinal mães sabem o que é o amor!
Num exame de US descobriu-se um cisto que poderia crescer, regredir, estabilizar... E pra falar a verdade eu nem sabia o que era cisto?! Ai fomos fazer uma US morfológica, para ver melhor. Fomos à BH, moro em Campos Altos, a 260km da capital. E a partir de então, ia a BH mensalmente. Ela ainda era muito pequenininha,16 semanas, nada era definitivo.
O bebe está em constante formação, as mudanças são muito rápidas. Aprendi nesse período que cada serzinho tem seu próprio tempo, o tempo deles. Não devemos nos apressar, tudo vem na hora certa. O tempo não é o nosso, não é o dos médicos e sim o dos nossos pequenos anjos, o tempo de Deus.
Fizemos inúmeros exames. Minha obstetra, brilhante profissional, me conduziu muito bem nesse momento e fui acompanhar minha gestação junto ao alto risco do Hospital Vila da Serra, onde a Clarice ficaria internada ao nascer, caso fosse necessário.
Sabíamos que ela tinha uma má formação. Por diversas vezes me perguntei porque, outras me revoltei, mas sobretudo, tive muito medo. Uma má formação no cérebro é assustadora.
O cisto desenvolveu para hidrocefalia. Mais tarde visualizou-se, durante uma ressonância magnética, um tumor atrás do olho esquerdo. Aos 6 meses de gestação a hidrocefalia era muito significativa e sabíamos que ela podia nascer prematuramente. Sabíamos também que quanto mais tempo ela ficasse quietinha na minha barriga, melhor seria para ela. Afinal, não precisaria respirar, comer e nem manter a temperatura do corpo; fazemos tudo por eles.
Consegui levar minha gestação até as 34 semanas. Ela precisava nascer, a cabecinha estava cada vez mais comprimida. Assim esperamos pela vaga da UTI e marcamos o parto. E então, presenciei o milagre da vida de uma maneira tão intensa, como nunca.
Tenho três filhos, Ana Terra, João e Clarice. O milagre da vida está presente em cada um deles. Cada bebê é a prova maior que Deus existe, um ser tão perfeitinho, iluminado, mágico. Quando a Clarice nasceu tive a certeza de que ela viria e era o que eu mais queria, em muitos momentos fui desenganada sobre sua vida e nesse momento a entreguei de todo coração para que Deus fizesse o melhor.

Ela nasceu guerreira e vitoriosa. Forte e grandona para um bebe prematuro, maior que os outros dois que chegaram nos 9 meses, tinha 50cm e mais de 3kg. Ao nascer teve três paradas respiratórias e foi imediatamente entubada. Mal a vi. Fui pro quarto pós operada, não consegui pregar os olhos, nem com a anestesia. O pai foi conhecê-la assim que pode e tirou umas fotos pra mim. Passei a noite em claro, namorando aquelas três fotos.
Naquele dia não sabia qual historia de UTI teríamos e nem a dimensão que é isso. Realmente apenas quem passa por isso pode saber. Mas nesse caminho somos agraciados com verdadeiros anjos ao nosso lado. Hoje sou extremamente agradecida a essa oportunidade que tive em minha vida.
Ficamos 3 meses e meio na UTI. Clarice nasceu, foi entubada, fez uma tomografia, descobriu-se um outro tumor na fossa posterior (próximo ao cerebelo), onde ela tem a lesão caracterizada como Síndrome de Dandy Walker. Com menos de 48 horas de vida ela passou pela primeira cirurgia, foram seis até hoje.
A cirurgia, terceira ventriculostomia, foi um sucesso. Colheram material para biopsia, o neurocirurgião falava em metástase. Não sabia o que esperar, pois para mim era tudo muito desconhecido, apenas estava lá segurando aquela mãozinha daquele serzinho se mostrava cada vez mais forte. E foi o que pude fazer durante 105 dias.
Passados os primeiros 15 dias, pude pela primeira vez segurar minha filha no colo. Chorei como uma criança. E esperava leva-la para casa. O resultado da biopsia era inconclusivo, mas dava sinais de ser um tumor benigno e raríssimo. A hidrocefalia tinha sido controlada. Estava feliz.
Mas na UTI, cada dia é um dia. Minha esperança de leva-la para casa foi adiada, a cirurgia não fazia mais efeito, o liquor voltava a acumular na sua cabecinha e pressionar o cérebro. A hidrocefalia tinha voltado. Decidiu-se pela válvula, a DVP. E minha guerreirinha foi novamente para o Bloco Cirurgico.
Novamente um sucesso. Porem não contávamos com a infecção e, assim Clarice passou pelos seus piores momentos de UTI. A primeira convulsão me fez entrar em choque, a febre não cessava, seu sistema respiratório deprimia. A pequenina lutava mais que nunca pela vida, lutava contra os tumores, lutava contra uma infecção no cérebro. Depois vieram mais convulsões e uma dor que não cessava. Seu olho esquerdo já não fechava e nem se mexia. Clarice dormia somente com morfina e eu já não conseguia vê-la sofrer.
Externaram a válvula, mas a infecção continuava lá e a dor persistia. Estava muito frágil e os médicos tinham receio de que ela não resistisse. Foi
novamente para o Bloco, tirou a tal da válvula, fez a terceiro ventriculostomia novamente, lavou a cabeça por dentro, viu-se fungos macroscópicos.
Durante esse período a dor não cessava, nunca havia sentido o significado da expressão aperto no coração como nesses dias. Mas esse anjinho nasceu para nos brindar com lições de fé e amor. E eu que pedia a Jesus por um milagre todos os dias, estava presenciando um. Clarice melhorava e depois de três meses de UTI ela estava finalmente estável.
Os tumores ainda estavam lá e a hidrocefalia também. Os médicos decidiram esperar, e como estávamos já na UTI há mais de três meses, há 10 dias estável pedi para sair. Discutiu-se a situação dela na reunião clinica e optou-se pela gastrectomia e alta para casa. Nem parecia verdade.
Fomos novamente para o Bloco, mas dessa vez na esperança de ir para casa. Se desse tudo certo em 3 dias. E assim foi. Nesse meio tempo fizemos uma nova ressonância magnética. Pois ninguém entendia o que estava acontecendo, o olho esquerdo já estava quase fechando e tinha voltado a se movimentar. Para nossa felicidade os tumores estavam necrosando por dentro. Em 15 dias fariam uma cirurgia de altíssima tecnologia na qual aspirariam a parte necrosada, já que a cirurgia convencional para ela é impossível devido a sua idade e ao seu tamanho.
Fomos para casa, depois de três meses e meio, com data para voltar. Nunca tinha sido tão feliz. As noites em claro me enchiam de prazer, tinha meus três pequenos juntos, podíamos curtir nosso bebe.
Voltamos para o Bloco Cirúrgico 15 dias depois. O plano de saúde não liberou o aparelho para sucção dos tumores. Tivemos que nos envolver em uma discussão que não era nossa e sim entre convenio e Hospital. Clarice entrou para o Bloco Cirúrgico e não sabíamos o que os médicos fariam, pois a situação dela era de risco, sua cabeça estava enorme. Após duas horas de cirurgia o convenio libera o aparelho, de nada adiantava. Seis horas depois a cirurgia termina, tinham colocado novamente a válvula (DVP) e colhido material para biopsia. Tremi e rezei para que ela não tivesse nenhuma complicação. Tínhamos passado as piores horas de nossas vidas graças a DVP anterior.
Tudo correu bem e fomos para casa. 15 dias depois, para minha casa mesmo. Fazia 4 meses que estava longe de casa.
Hoje tenho certeza que somos especiais. Estamos há um mês em casa, vamos ainda mensalmente a BH, mas agora temos tempo. Continuo pedindo a Jesus um milagre e tenho a certeza de que Ele está operando. Fazemos acompanhamento na APAE, Clarice já mama 30ml e a dor diminuiu bastante, seu corpinho ainda luta contra os tumores. Joao, seu irmão, diz que ela é o Sol da vida dele; Ana Terra, sua irmã, diz que ela é a melhor coisa que aconteceu
em sua vida. E eu tenho muito orgulho de ser mãe de um serzinho tão iluminado e vencedor, me sinto abençoada.



domingo, 25 de novembro de 2012

Conhecendo um pouco da UTIPEDIÁTRICA

Em alguns casos, a criança poderá necessitar permanecer um período na unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP). Habitualmente, são crianças que apresentam algum distúrbio, problema ou doença que precisam de cuidados e/ou tratamentos especiais.

Neste grupo de pacientes podemos incluir, por exemplo, as crianças oriundas do centro cirúrgico em pós-operatório de grandes cirurgias como as cirurgias cardíacas ou as neurocirurgias. Na UTI pediátrica as crianças são monitoradas de forma completa 24 horas por dia.

Descreveremos abaixo algumas particularidades que os pais devem esperar se o seu filho for admitido na Descreveremos abaixo algumas particularidades que os pais devem esperar se o seu filho for admitido na UTI pediátrica.

UTI Pediátrica
UTI Pediátrica

Quais os equipamentos disponíveis na UTI Pediatrica


As UTIs pediátricas são unidades desenhadas para proporcionar cuidados e tratamentos únicos para as crianças criticamente enfermas. Neste sentido, possuem máquinas, equipamentos e dispositivos complexos para cumprir estes objetivos. Embora, à primeira vista, estes equipamentos possam parecer assustadores, eles foram todos desenvolvidos para ajudar a equipe interdisciplinar a cuidar das crianças gravemente doentes. Ter algum conhecimento sobre o que cada equipamento é e o que ele faz, pode ser de auxílio na minimização dos temores que uma internação na UTI Pediátrica pode gerar.

O monitor cardiorespiratório exibe continuamente os traçados das freqüências cardíaca e respiratória. Para tanto, necessita que sejam instalados cabos e sensores nos membros ou no tórax da criança.

O monitor de pressão arterial mede a pressão arterial da criança através de um manguito que pode ser colocado nos braços ou nas pernas. Caso seja necesária uma monitorização mais precisa e frequente da pressão arterial, instala-se um pequeno cateter em uma das artérias da criança.

O oxímetro de pulso mede a oxigenação do sangue através de um pequeno sensor luminoso que pode ser instalado em várias partes do corpo, como dedos, orelha e artelhos.

Nas situações específicas, pode ser necessária a instalação de uma cânula ou tubo endotraqueal. Este dispositivo é inserido através da boca e dá acesso à traquéia e o pulmão da criança. Este tubo é preso com fitas adesivas e é conectado a mangueiras que, por sua vez, se ligam ao respirador, que é a máquina que ajuda a criança a respirar e que oferece o oxigênio suplementar. Durante o período em que o tubo for mantido, a criança ficará incapaz de falar ou emitir sons.

A sonda enteral é um cateter ou tubo que é inserido através do nariz, até o estômago ou intestino, para a oferta de alimentação e nutrientes naquelas crianças impossibilitadas de se alimentar pela boca.

As bombas de infusão são equipamentos que, estando acoplados a um equipo de soro, permitem a oferta de líquidos, medicações e outros produtos com extrema precisão na veia ou no estômago das crianças.

Quem cuidará dos pacientes?


A UTI Pediátrica conta com uma equipe interdisciplinar completa composta por médicos intensivistas experientes, enfermeiras e fisioterapeutas especializados além de nutrólogos e farmacêuticos dedicados para a unidade. Conta ainda com médico especializado em oferecer apoio psicológico às crianças e familiares durante a internação. Além disto, as crianças poderão ser acompanhadas por outros médicos de diversas especialidades clínico-cirúrgicas, se as circunstâncias demandarem.

Como são as visitas na UTI Pediatrica


A UTI Pediátrica tem a política de permitir a presença de dois acompanhantes durante o dia e é recomendado que somente um acompanhante permaneça durante a noite no hospital. Outros visitantes poderão entrar na unidade nos horários estabelecidos de visitas. Em alguns casos poderá haver a restrição a visitantes externos.

O que os pais podem fazer pelos seus filhos na UTI Pediatrica?


Quando uma criança é admitida na UTIP ou UTI pediátrica, os pais frequentemente se sentem assustados, angustiados e impotentes. É importante destacar, entretanto, que, mesmo naquelas crianças que estejam recebendo alguma medicação sedativa, a presença e o apoio dos pais são extremamente positivos.

Os pais podem ter um papel ativo em proporcionar conforto para os seus filhos durante a internação na UTIP. Para isso devem, por exemplo, conversar com ele, tocá-lo e dar muito carinho. Além disso, os pais podem trazer as músicas favoritas da criança, fotos da família, amigos e animais de estimação e podem trazer algum pequeno objeto que ajude a criança a se sentir segura.

O bebê na UTI...orientações !


Quando as coisas não correm como o previsto, pais e mães são obrigados a tirar forças sabe-se lá de onde para superar as dificuldades. A vida do bebê internado na UTI neonatal é cheia de altos e baixos. São pequenas vitórias e revezes inesperados, seguidos de novas conquistas, enquanto não chega o grande dia: voltar para casa forte e saudável nos braços dos pais.

As sugestões abaixo se baseiam nas orientações da entidade norte-americana March of Dimes, que desde 1938 se dedica ao bem-estar dos recém-nascidos e ao combate à prematuridade.

Não tente ser durona; permita-se chorar

Você tem todo o direito de estar triste e preocupada -- e as mudanças hormonais do pós-parto colaboram mais ainda para que a vontade de chorar venha com tudo.

Aproveite o colo mais próximo. Se não quiser preocupar mais seu parceiro, ou alguém da sua família, recorra a uma pessoa um pouco menos envolvida, como uma amiga ou amigo. Quem sabe você fique mais leve para continuar dando força ao seu companheiro. E, é claro, para o seu bebezinho, que logo logo não vai mais querer sair dos seus braços.

Informe-se sobre a saúde do bebê

Aproxime-se do pessoal que trabalha no centro de tratamento intensivo e não tenha medo de fazer perguntas. Entendendo melhor a situação do bebê, você vai se sentir menos excluída, e além disso vai poder fiscalizar e auxiliar o trabalho dos médicos e enfermeiros. Eles podem até parecer meio "frios" porque lidam com aquele tipo de situação todos os dias, mas no final das contas o objetivo deles é exatamente o mesmo que o seu: fazer com que seu bebê volte saudável para casa.

Na hora de ouvir as explicações, pode ser útil levar outra pessoa, para ajudar a processar toda a informação. Anote durante o dia as perguntas que forem lhe ocorrendo, para não esquecer de fazê-las ao médico na hora da visita. Veja aqui algumas idéias de perguntas.

Participe dos cuidados

Deixe bem claro que você quer pôr a mão na massa para ajudar a cuidar do seu filho: pegar o bebê no colo, dar banho, dar de mamar assim que possível, experimentar o sistema "canguru". A interação com os pais é benéfica para a criança, e os profissionais do hospital sabem disso.

Se você é mãe de primeira viagem, lembre-se de que é 100 por cento normal achar que não vai saber fazer as coisas direito. Mesmo que já tenha filhos, o ambiente da UTI é tão diferente e de certa forma assustador que não é de surpreender que você fique insegura. Peça ajuda aos enfermeiros que tudo vai dar certo.

Crie uma rotina

Procure encontrar uma maneira de coordenar a vida em casa e as visitas ao hospital. Permita-se ir para casa descansar um pouco. Seu bebê precisa de você, mas também é importante que você se cuide, faça companhia a seu parceiro e aos outros filhos, se tiver. Até a sua produção de leite pode se beneficiar disso. O descanso é fundamental porque não dá para saber quanto tempo a maratona de UTI vai durar, e a família acaba ficando emocionalmente esgotada, o que só agrava a situação.

Também é bom tentar fazer alguma coisa que goste, como ler, sentar para assistir a um programa de TV ou filme, ou fazer exercícios adequados para o pós-parto. Quem sabe uma caminhada leve no parque ou na praia? Não é questão de se divertir. Sabemos que seu coração vai continuar lá no hospital. É questão de arejar a cabeça. Assim você vai ficar mais forte para acompanhar a jornada do seu bebê até a esperada alta.

Converse com outros pais

Os pais que esperam com você o horário de visitas no centro de tratamento intensivo sabem exatamente pelo que sua família está passando. Troque idéias com eles, faça amizades. Será bom para todos. Vocês podem, por exemplo, fazer favores uns aos outros -- buscar uma comida, dar uma carona, passar um recado para alguém. É sempre bom ter aliados no ambiente da UTI.

Você também vai acabar conhecendo as crianças internadas e acompanhar as histórias delas -- e, tomara, vibrar com cada vitória.

Busque algum conforto

Pergunte se no hospital não há um serviço de psicologia. Ele pode ser de grande valia para ajudar você e sua família a enfrentar a situação. São profissionais treinados para lidar com toda a ansiedade e preocupação dessa hora.

A introspecção pode ser positiva também. É normal questionar a fé nessas situações, por isso muitas pessoas se sentem desconfortáveis de pedir ajuda a um líder espiritual desse tipo. Mas não é preciso adotar nenhum preceito de uma religião formal. Talvez você se sinta melhor só de reservar um tempo para si mesma, para pensar, mentalizar, meditar, sejam quais forem suas crenças.

Os hospitais costumam ter uma capela ou um local tranquilo, ecumênico, de meditação. Fuja para lá se precisar ficar um pouco quietinha, ou se quiser se concentrar e mandar boas energias para o bebê. Se achar que isso vai te ajudar, converse com o pastor, o padre, o rabino ou qualquer outra pessoa que lhe inspire confiança e paz.

Escreva um diário ou mantenha um blog

Organizar os sentimentos na linguagem escrita pode ajudar você a processá-los melhor. O diário também pode encorajá-la, nas horas de melancolia, pois com ele fica mais fácil lembrar todas as pequenas vitórias que seu filho já conquistou. Você nem precisa mostrar o blog para mais ninguém. Só o ato de escrever talvez já sirva de desabafo, fazendo-a se sentir melhor.

Permita-se ter orgulho do seu filho

É claro que acima de tudo você vai estar preocupada com a saúde do bebê. Mas procure documentar estes primeiros momentos. Daqui a algum tempo, a experiência do hospital vai parecer uma lembrança distante, e você vai gostar de ter as fotos dessa fase.

Além disso, você tem direito de se alegrar com o nascimento do seu filho. Pode não ter sido exatamente como você imaginou, mas, mesmo com os tubos e aparelhos, ou sendo bem pequenininho, ele é lindo!

Crie um cantinho especial

Pergunte às enfermeiras e enfermeiros do centro de tratamento intensivo o que você pode fazer para personalizar o cantinho do seu bebê. Dá para colar fotos da família perto dele, por exemplo, ou até levar algum bonequinho, se os médicos aprovarem. Assim o hospital fica um pouco menos impessoal.

Aceite ajuda

A rotina de ir e vir do hospital é cansativa. Nem sempre há o que comer, e as despesas com condução ou estacionamento começam a se acumular. Fora as tarefas da casa, que ficam muito em segundo plano. Quando alguém demonstrar que quer ajudar, aceite. Você pode até especificar alguma coisa, como pedir para a pessoa trazer um lanche, fazer companhia, dar uma carona.

Informe-se na maternidade ou no hospital se há algum esquema de apoio aos pais. Às vezes há facilidades como desconto ou isenção de estacionamento, locais para fazer refeições, apoio psicológico etc.

Caso tenha outros filhos em casa, será imprescindível recorrer a familiares e amigos. As pessoas que gostam de você vão se sentir melhor de poder oferecer uma ajuda concreta nestes momentos difíceis. Você terá inúmeras oportunidades de retribuir todo o apoio quando voltar à rotina.

Compreenda que seu parceiro vai reagir do jeito dele à situação

Cada pessoa enfrenta os percalços da vida de uma maneira. Talvez seu parceiro fique calado, sem demonstrar os sentimentos. Talvez fique bravo e desconte em alguém. Ou pode ser que fique um caco. Se vocês conversarem um com o outro, vão poder se ajudar para superar esta fase difícil.

Não se culpe de dar mais atenção a um bebê que a outro

Se você tem mais de um bebê internado, é compreensível que às vezes precise ficar mais perto de um que do outro (ou outros). Vá tentando conhecer cada um dos seus filhos aos poucos, e, se um dia sentir que precisa dar mais carinho para um, faça isso sem culpa. Peça a outra pessoa que ajude a fazer companhia ao(s) outro(s). 
Deus é Fiel !